A Revista Oásis de abril de 2017 publicou um texto de Luis Pellegrini, sobre "O Deus de Spinoza (1632-1677)" que volta a trazer à tona a polêmica se Baruch Spinoza (filósofo holandês) teria ou não feito este texto. A visão sobre o "O Deus de Spinoza" despertou interesse das pessoas em geral por conta do comentário de Einstein, já no século XIX, ou seja, 200 anos depois:

"Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”. 

Como a obra de Spinoza foi interrompida com sua morte aos 44 anos e, nesta época, tratados e livros que dissertassem sobre teorias outras sobre Deus que não as religiosas de tradição judaico-cristã, era perigosamente combatidas, fica a dúvida: como seria o Deus de Spinoza que Einstein acredita?

Foi neste "vácuo de interpretação" que surge o texto abaixo, que não se tem certeza se é de Spinoza e eu, no meu "achismo", contraponho. Acho sinceramente que não é. O texto trata de uma teoria simples embora linda de ouvir e praticar. A filosofia de Spinoza baseia-se em preceitos muito, muito mais elaborados. Os mesmos de Einstein que hoje sabemos, por meio da ciência, que estão muito além de serem compreendidos num simples passeio ao ar livre em contato com o Deus-natureza. 

Mas, como o texto é bonito, vamos a ele:

O texto abaixo é atribuído a Spinoza, embora não haja certezas sobre quem é o autor;

Não deixe de dar sua opinião e, se possível,

ler a minha própria opinião, no final deste post.

"Deus falou:
Pára de ficar rezando e batendo no peito!
O que Eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias.
Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Pára de me culpar da tua vida miserável:
Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador ou que tua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.
Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas, que nada têm a ver comigo.
Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho…
Não me encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir.
Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim.
Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem me incomodo, nem te castigo.
Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão.
Não há nada a perdoar.
Se Eu te fiz…
Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.
Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportam bem,
pelo resto da eternidade?
Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.
A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre.
Não há prêmios nem castigos.
Não há pecados nem virtudes.
Ninguém leva um placar.
Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho: Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.
E se houver, tenha certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.
Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste…
Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Pára de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar.
Eu não quero que acredites em mim.
Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha,
quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me!
Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?
Me aborrece que me louvem.
Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato?
Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?…
Expressa tua alegria!
Esse é o jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.
A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.
Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora. Não me acharás!
Procura-me dentro… aí é que Estou, batendo em ti"

Minha análise sobre a autoria deste texto ser do

Filósofo Spinoza é de que muito provavelmente não seja dele.  

Mas é "achismo" portanto, não vem ao caso.

De qualquer modo, segue minha análise sobre a possibilidade

do "meu Deus" - assim como o de Einstein -  no final das contas,

estar alinhado com o de Spinoza.

O texto é lindo embora e quase me preencheria não houvesse nele "senões" dos quais discordo muitíssimo.

1. Discordo que Deus, Força Criadora, Universo ou como queiram chama-Lo, "não esteja nos livros". Os livros são, até hoje, o SAGRADO TEMPLO de todas as sabedorias. 

2. O segundo ponto se baseia no primeiro: como duvidar de Escrituras Sagradas?  Mesmo que muitas fontes seguras não o dissessem, teria absoluta certeza que Spinoza, Einstein e todos que um dia dividiram conosco qualquer grande sabedoria, consultaram os Livros Sagrados.

Spinoza foi um profundo estudioso da Bíblia, do Talmude, de obras de judeus como Maimónides, de filósofos como Sócrates, Platão, Aristóteles, Demócrito, Epucuro, Lucrécio e o atualíssimo Geordano Bruno (queimado vivo na Inquisição, no séc. XVII), das obras aparentemente criprtografadas por Bruno,  "o menino do Acre", há um mês.

 

O Deus deste homem diria que "não é preciso ler livros (ou) supostas escrituras sagradas"? Nunca!

Por mais que ler livros e as Escrituras Sagradas requeira certos ajustes de realismo, segundo ele proprio, ele os leu a todos e jamais seu Deus nos negaria tal graça. Ler algo, não significa aceitar. Tanto que Spinoza, mesmo tendo que se exilar para não cair nas mãos da Inquisição Européia,  não se eximiu de dizer que a Bíblia distorcia as verdades sobre Deus e que o verdadeiro Deus emanava da natureza (substância... leia-se aqui um conceito super bem evoluído para sermos simplistas, ok?).

 

De qualquer modo a Igreja Católica não aceitaria tanto quanto a Sinagoga Portuguesa de Amsterdão o submeteu a algo parecido com uma "excomunhão".   

3. O conceito simples e divino de que Deus advém da Natureza, é de Spinoza e de qualquer sábio que tenha um mínimo de sensibilidade. Sua frase Deus sive natura, "Deus, ou seja, a Natureza" é familiar até junto aos "ateus" que mesmo sem reconhecer Deus, admitem Sua energia emanando da Natureza. Isso é lindo no texto mas é pouco para associa-lo a Spinoza.

Convenhamos... Deus em si, ou a "força" divinatória que o representa, jamais negaria (com uma frase que começa imperativa) "Pára de ir a estes templos lúgrubes...". O homem sempre teve seus "templos" e não me parece que um Deus do calibre do de Spinoza distinguisse a beira de rio ao céu aberto, de um templo com paredes e vitrais. Sinceramente me parecem distinções mundanas demais pra serem de Deus.

 

O homem pode e deve frequentar templos em razão e propósito de suas religiões. Nada mais humano... consequentemente, nada mais passível de erros e acertos. As religiões e seus dogmas são efetivamente um modo legítimo de buscar Deus. Ou qualquer força divinatória que para se revelar precisa em intenção, propósito, vontade, dedicação, conhecimento e união. Como negar que, para muitos,  a religião (seus Templos e Dogmas) ajude neste propósito?

4. Por fim busco os ensinamentos nanotecnológicos da Kabbalah, uma das filosofias mais atuais ao meu ver no sentido de provar a força da Energia sobre a Matéria (a essência de Deus). E, neste momento de minha defesa de que o texto mostrado antes deste NÃO DEVE SER DE SPINOZA, ao menos não nesta versão na íntegra, peço socorro ao próprio. Se Spinoza leu obras filosóficas e textos te toda aquela turma mencionada no ítem 1, pode acreditar que ele vai gostar de saber que uso as teorias Kabbalisticas para encerrar meu objetivo.

Numa análise detalhada dos fenômenos do Êxodo, por exemplo, temos tudo - literalmente tudo - que qualquer ser humano precisa pra crêr e falar com Deus!!! A ciência prova que aconteceram as Pragas do Egito bem como há registros de todas as manifestações metafísicas como consequência. Nelas, entende-se como é "crer" em Deus e os benefícios que isso acarreta. 

Dezenas de religiões usam os preceitos deste acontecimento que chegou a nós por Escrituras, por religiões diversas e veio coberta de dogmas que uma vez experimentados, constatam que nem tudo na vida tem só a ver com "inspiração ao ar livre" mas muito de conhecimento, sofrimento, sacrifício e repetição em busca de acerto.

Humano! Deus está em tudo isso e mais um pouco. E, de certo o Deus de Spinoza bem como o de Enstein felizmente HOJE, no ano de 2017... sabemos precisamente qual é. E sabemos que é UNO, que é tudo. Portanto, sem limites de fronteiras, de tempo, de espaço, de contornos, de crenças e claro... de possibilidades. 

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