Medalha Milagrosa

D  E  P  O  I  M  E  N  T  O

Nair ganhou a medalha da sua mãe, que a comprou direto no famoso endereço de sua cunhagem na "Rue de Bec, 140" em Paris.

Em toda uma vida, com a medalha em uma corrente, no peito, acumulou incríveis provas do quanto esta peça era abençoada.

Nair é nome fictício. A história é real e há testemunhas.

Entrevista feita por Mesec em outubro de 2016 | Rio de Janeiro | RJ

Nair nasceu doente e passou toda uma vida com a Medalha Milagrosa, no peito! Desde 1 ano de idade, parava no Pronto Socorro de madrugada, em crise, por isso, ganhou da mãe uma Medalha Milagrosa comprada na capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, em Paris. Construido em  1813, alí também está o Palacete de Châtillon que tornou-se a Casa-Mãe da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo.

Em 1830, Catarina Labouré, recebeu a graça de ver São Vicente de Paulo. Durante todo o tempo, no Seminário, ela viu o Cristo presente na Eucaristia, mas não recebeu nenhuma mensagem específica. Neste mesmo ano, ela teve três visões onde a Santíssima Virgem lhe confia o modelo da Medalha Milagrosa.

 

Há milhares de depoimentos e fatos extraordinários sobre a medalha mas o que primeiro a tornou famosa foi a distribuição de 1500 destas peças cunhadas, entre pacientes da peste de cólera que matou mais de 18 mil pessoas em Paris no início do século XIX. Na mesma hora, a peste foi revertida e contida de um modo tal que em 1876, ano da morte de Santa Catarina Labouré, mais de um bilhão de Medalhas Milagrosas já se espalhavam mundo.

ENTREVISTA

Mesec:​ Quando você recebeu a medalha, sua mãe lhe contou a história dela?

Nair:​ Contou mais tarde porque ganhei a medalha com poucos anos de idade. Como eu a acompanhava nas missas de domingo, logo aprendi a respeitar a imagem que via na capela. Era uma estátua de Nossa Senhora, igual à da medalha. 

Mesec:​ Ela ficava num cordão no seu peito, é isso?

Nair:​ Sim. Diziam que ela deveria ser mantida perto do peito e que na visão de Santa Catarina, a própria Nossa Senhora lhe recomendou isso, que as pessoas deviam usar assim.

Mesec:​ Me conte como você relacionava sua fé, já que era tão novinha, à medalha e como pedia algo à ela.

Nair:​ Então... quando sua mãe lhe diz que vai lhe dar algo milagroso, você acredita 100% e esta fé, principalmente na alma de uma criança, promove milagres incríveis. Assim, o que me lembro bem é de esfregá-la muito, com tamanha força, quando minha mãe demorava a chegar com meu pai de algum evento, de noite. Ficava com medo que ela não voltasse e pedia muito à medalinha que protegesse mamãe. Foi o primeiro contato forte que tive com a fé e a medalha era meu grande apoio.

Mesec:​ Quando você começou a ver que havia algum poder extraordinário na medalha? 

Nair:​ Como toda criança, brincava muito e o cordão era um pingente de ouro mais ou menos grande que sempre agarrava em algo e volta e meia arrebentava, soltando a medalha. Com uns 5 ou 6 anos, nesta mesma época em que eu tinha as aflições quando minha mãe não estava em casa a noite, estava na praia com a medalha no peito e o cordão arrebentou na margem do mar. Uma onda logo veio e para minha extrema agonia, a medalha sumiu em meio à espuma densa. Aflita, pedi - mentalmente, né...?- que ela não sumisse e mergulhei a mão na onda atingindo a areia com sacrifício para não engolir água. A onda desceu e para espanto da babá Teresa e dos que assistiram a cena, a medalha estava na superfície da areia, me esperando.  

Mesec:​ O mar não levou?

Nair:​ Era impossível ela estar ali porque o volume da água da onda teria, no mínimo, enterrado ela na areia. Foi espantoso e quando cheguei em casa contei para minha mãe. Para mim foi um contato real com a força da fé e do poder da medalha que nunca mais larguei.

Mesec:​ Ela possui uma coloração diferente das originais (foto a baixo)...

Nair:​ Ela tinha um excelente banho de prata mas com o uso, de toda uma vida, e de tanto esfregá-la com os dedos num ato de fé que fiz e faço até hoje, ela perdeu a cor e ficou o estanho. Já pensei em fazer o banho de prata de novo mas como ela ficou desgastada pelo uso, ia perder estes detalhes do alto relevo dela que ainda tem, entende? Conheço dezenas de pessoas que têm esta medalha mas nenhuma foi tão "usada"- digamos assim - como esta... (risos). 

Mesec:​ Conte outra história sua com a medalha?

Nair:​ A que mais impressionou familiares e amigos que testemunharam foi uma que é até parecida com a que me aconteceu na praia mas aconteceu quando eu tinha uns 21 anos. Estávamos em Búzios, numa lancha, em alto mar. O marinheiro parou para mergulharmos num local cuja profundidade assustava já que era mesmo alto mar. Estava no convés encostada no gradio de apoio com um copo de alguma bebida nas mãos quando, sem querer, um movimento brusco me fez arrebentar o cordão e a medalha caiu no azul profundo da água. Mergulhei imediatamente e ainda ouvi alguma manifestação das pessoas dizendo "não!" num alerta de que era bobagem fazer aquilo, além de arriscado. 

    Por maior que tenha sido meu reflexo, a medalha afundaria muito rápido. Ela mede quase 4 cm e é pesada. A cena que me recordo, até hoje, com o mesmo sorriso que dei no mergulho profundo que dei, era ela flutuando como uma folha de papel. Parecia uma folha de papel no vento. Parecia ser algo leve. A cena que guardo na memória, era toda em câmera lenta.

 

Mesec:​ Nossa... Aquilo teve alguma mensagem especial para você?

Nair:​ Para minha vaidade foi um veneno. O espanto das pessoas me tornava assim uma pessoa sei lá, poderosa entende? Hoje, mais de 30 anos depois, eu entendi porque ela se soltou ali e me fez renovar a fé. Mais ou menos como alguém que põe a mão no seu queixo e te faz olhar pro céu. Era uma época só de festa... mas estava em construção de minha vida. Só via o presente entre festas, bebidas e uma sensação de que aquele mundo mágico era tudo o que queria e me bastava para ser feliz. Cada vez que a força de algum milagre de minha medalha se manifestava, eu parava para pensar um pouco na vida.

Mesec:​ Você ainda a usa?

Nair:​ Então... hoje em dia, ela fica guardada na minha gaveta como uma preciosidade. Mas sempre me acompanha em viagens e recorro à ela em situações de estress e aflição. O que não contei é que sempre, sempre, sempre... quando botava a mão no peito ou a lavava no banho, em qualquer situação, a beijava. Até hoje, se abro a gaveta e a vejo, dou um beijo que me traz uma imensa sensação de paz.

      E ah... deixa lhe contar. A "lenda" da minha medalha milagrosa é tão conhecida que ela já passeou de avião com filhos, já ficou escondidinha na fronha de minha mãe no hospital e a toda hora alguém recorre à ela. Acho, sinceramente, que é a melhor herança que tenho a deixar para alguém na vida (risos).

  

Medalha Milagrosa ficou "gasta" com décadas de dedicação.

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