Viagem no Tempo

FILME CRIA UMA ANALOGIA INTERESSANTE SOBRE DESCOBERTAS CIENTÍFICAS ATUAIS

Entenda como um filme de amor pode nos despertar a consciência sobre incríveis descobertas como, por exemplo, seria na prática, viajar no tempo.

Desde fevereiro de 2016, está mais do que provado que passado, presente e futuro acontecem numa mesma camada superposta e entrelaçada.

Em Algum Lugar do Passado é um filme de amor dirigido por Jeannot Szwarc, com Christopher Reeve e Jane Seymour nos papéis principais.  

No filme, de 1980, um jovem dramaturgo obcecado com a foto de uma atriz do início do século XX volta no tempo para encontrá-la e os dois iniciam uma relação amorosa onde somente ele está ciente de que “passeia no tempo” para encontrá-la no clássico cenário do Grand Hotel.

 

Baseado em seu próprio livro, "Bid Time Return” (1975), o roteirista Richard Matheson  inspirou-se numa tendência literária deste período sendo um dos raros filmes sobre este tema que não se utiliza do recurso de “máquinas” para voltar no tempo. 

 

Mesmo sendo um desafeto entre os críticos da época, o filme ganhou fama e notoriedade por ser o primeiro a usar o tema do amor associado aos paradoxos quânticos do tempo. Mais tarde, esta fórmula fez sucesso com “Interestelar” de Nolan e “Amantes Eternos” de Jarmusch.

 

O processo, com relatos muito próximos a nós -  nos dias de hoje - se baseia no uso da auto-hipnose. Esta espécie de recurso teosófico ganha impacto com a descoberta que o personagem Richard Collier faz de uma moeda de 1972 no bolso de sua vestimenta de época, dentro do quarto de hotel no ano de 1912, quando se encontrou com Elisa, sua amada. Abruptamente ele sai do transe temporal e retorna ao tempo “presente” nos fazendo lembrar das técnicas de sonho lúcido ou indução de metalinguagem no próprio sonho. No filme, a meta-consciência quebrou o “encanto” ou a crença que de fato Richard estava em 1912.

 

No Site Jornal GGN, Wilson Ferreira faz um excelente artigo sobre o “paradoxo do relógio” no filme. Além de alegar que a história do filme é “auto-consistente sem o chamado paradoxo do avô” das viagens no tempo.  Ele fala, em especial, sobre a questão que deixam os fãs do filme atordoados: onde e quando foi fabricado o relógio que Elise dá a Richard e 70 anos depois, ele a devolve? 

 

Wilson mostra a ilustração de Escher (a baixo) para exemplificar como seria a linha do tempo de confecção deste relógio já que no filme, fica impossível de compreende-la como linear. 

 

“Elise teria o ‘primeiro’ relógio em 1912, e em seguida entregaria para Richard em 1972, de modo que poderia dar-lhe de volta em 1912. O relógio existiria sem nunca ter sido criado. Estaríamos diante daquilo que em Física chama-se CTC – Closed Timelike Curve – linha de tempo fechada.” Atesta Wilson.

 

Esta seria, dentre tantas, uma explicação SIMPLES porém complexa da própria linha de vida do ser humano quando Jesus, por exemplo, fala de “vida eterna”.  Surgimos do nada, e do nada sumimos e ressurgimos sem nunca termos nascido ou morrido.

 

Como disse o filósofo grego Parménides, “ex nihilo nihil fit” ou, “nada surge do nada. Princípio metafísico seguro o qual as coisas não podem começar a partir do nada. 

 

O filme ganhou prêmios como Oscar de Melhor Música com a Rapsódia do compositor Russo Rachmaninoff. 

Algum Lugar do Passado, embora considerado ingênuo para muitos, sempre foi um filme que inspirou alguns e temos conhecimento de bons relatos com provas testemunhais de vivências similares, inclusive cercadas do encantamento quânticos, amorosos.

Experimentos nos EUA, Louisiana, foto acima à esq., mostra o Projeto LIGO

(Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser).

Na Itália perto de Pisa, Projeto VIRGO (acima, á dir.):  experimentos que provam a presença de ondas gravitacionais na Terra. 

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