Viagem no Tempo

Muitos de nós já esteve em dúvida sobre ter uma “obsessão” por alguém ou sentir apenas uma
espécie de magnetismo bom.

Em nossos atendimentos, detectamos muitas histórias de amor conectadas à incrível experiência de já serem vividas antes mesmo de acontecerem na lembrança remota ou futura de nossos clientes.

Neste artigo, usaremos o filme “Somewhere in Time” para mostrar um experimento baseado nos paradoxos quânticos do tempo. Nele, o amor é a engrenagem que nos prova de forma estonteante, que tudo que um dia existiu sempre existirá e tudo que um dia virá, já estava acontecendo.

Portanto, se você sentiu ou sente algo “estranho” por alguém e sabe controlar processos obsessivos, boa viagem. Pode tentar acreditar, a plenos pulmões, que pode estar vivenciado a experiência de estar se relacionando com esta pessoa em tempos e espaços diferentes do que vive agora.

Entenda como um filme de amor pode nos despertar a consciência sobre incríveis descobertas como, por exemplo como seria, na prática, viajar no tempo.

Desde fevereiro de 2016, está mais do que provado que passado, presente e futuro acontecem numa mesma camada superposta e entrelaçada. Um experimento de super laboratório, comprova a Teoria da Relatividade de Einstein.
 

ESTE FILME NOS AJUDA A CRIAR ANALOGIA INTERESSANTE SOBRE DESCOBERTAS CIENTÍFICAS ATUAIS

Em Algum Lugar do Passado é um filme de amor dirigido por Jeannot Szwarc, com Christopher Reeve e Jane Seymour nos papéis principais.  

No filme, de 1980, um jovem dramaturgo obcecado com a foto de uma atriz do início do século XX volta no tempo para encontrá-la e os dois iniciam uma relação amorosa onde somente ele está ciente de que “passeia no tempo” para encontrá-la no clássico cenário do Grand Hotel.

 

Baseado em seu próprio livro, "Bid Time Return” (1975) o roteirista Richard Matheson inspirou-se numa tendência literária deste período sendo um dos raros filmes sobre este tema que não se utiliza do recurso de “máquinas” para voltar no tempo. 

 

Mesmo sendo um desafeto entre os críticos da época, o filme ganhou fama e notoriedade por ser o primeiro a usar o tema do amor associado aos paradoxos quânticos do tempo. Mais tarde, esta fórmula fez sucesso com “Interestelar” de Nolan e “Amantes Eternos” de Jarmusch.

 

O processo, com relatos muito próximos a nós -  nos dias de hoje - se baseia no uso da auto-hipnose. Esta espécie de recurso teosófico ganha impacto com a descoberta que o personagem Richard Collier faz de uma moeda de 1972 no bolso de sua vestimenta de época, dentro do quarto de hotel no ano de 1912, quando se encontrou com Elisa, sua amada. Abruptamente ele sai do transe temporal em que se vivenciava estar em 1912 e retorna ao tempo “presente (1972)”. O processo nos faz lembrar das técnicas de sonho lúcido ou indução de metalinguagem no próprio sonho. No filme, a meta-consciência quebrou o “encanto” ou a crença que de fato Richard estava em 1912, assim que ele enxerga a moeda do tempo futuro.

No Site Jornal GGN, Wilson Ferreira faz um excelente artigo sobre o “paradoxo do relógio” no filme. Além de alegar que a história do filme é “auto-consistente sem o chamado paradoxo do avô” das viagens no tempo,  ele fala, em especial, sobre a questão que deixa os fãs do filme atordoados: onde e quando foi fabricado o relógio que Elise dá a Richard e 70 anos depois, ele a devolve? 

 

Wilson mostra a ilustração de Escher (a baixo) para exemplificar como seria a linha do tempo de confecção deste relógio já que no filme, fica impossível de compreende-la como linear. 

 

“Elise teria o ‘primeiro’ relógio em 1912 e, em seguida, entregaria para Richard em 1972, de modo que poderia dar-lhe de volta em 1912. O relógio existiria sem nunca ter sido criado. Estaríamos diante daquilo que em Física chama-se CTC – Closed Timelike Curve – linha de tempo fechada.” Atesta Wilson.

 

Esta seria, dentre tantas, uma explicação SIMPLES porém complexa da própria linha de vida do ser humano quando Jesus, por exemplo, fala de “vida eterna”.  Surgimos do nada, e do nada sumimos e ressurgimos sem nunca termos nascido ou morrido.

 

Como disse o filósofo grego Parménides, “ex nihilo nihil fit” ou “nada surge do nada". Princípio metafísico seguro no qual as coisas não podem começar a partir do nada. Concluímos que tudo sempre existiu.

O filme ganhou prêmios como Oscar de Melhor Música com a Rapsódia do compositor Russo Rachmaninoff. 

Algum Lugar do Passado, embora considerado ingênuo para muitos, sempre foi um filme que inspirou alguns e temos conhecimento de bons relatos com provas testemunhais de vivências similares, inclusive cercadas do encantamento quânticos e amorosos.

A ilustração de Escher que exemplifica a linha de tempo fechada.

A ciência contemporânea confirma a forma como Einstein define "tempo".

Sobre este assunto, temos textos que mergulham um pouco mais nas Teorias de Einstein. Não é nossa intenção criar textos científicos, apenas tentamos fazer as vias do "explicador"sempre com foco na forma como podemos viver mais livres e felizes.

O que está claro é que o tempo não pode ser visto de forma linear (antes) PASSADO, (agora) presente e (amanhã) o futuro. Na verdade tudo isso acontece em camadas superpostas. A simples compreensão disso pode nos levar, leigos ou afeitos à ciência, a simples exercícios que podem nos trazer resultados que afetam todo o fluxo de nossa existência. Assim, se a ciência já nos provou, o convite inicial deste artigo é para que você veja o filme proposto sem o uso de "nave"ou adereços outros que não sejam a sua capacidade de crer no imponderável.

Primeira foto: em 2016, experimentos na Louisiana (EUA) realizados no Projeto LIGO (Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser) comprovaram a Teoria da Relatividade de Einstein. 

Segunda foto: na Itália perto de Pisa, o Projeto VIRGO prova a presença de ondas gravitacionais na Terra.